29 setembro 2017
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29 setembro 2017,
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unhappy-older-couple-2UM DEBATE NECESSÁRIO

Conta alta na justiça

“Há muitos estímulos errados no modelo brasileiro. Um estudo feito pela consultoria PwC, com base em 100 000 internações no setor privado, mostrou que 20% delas excederam o tempo médio de estada do paciente. Caso essas internações ficassem na média de tempo, seriam economizados 25 milhões de reais por ano. Se os dados fossem aplicados à realidade do setor público, o potencial de economia seria de 2,8 bilhões de reais.
Outro problema é o fato de que, alegando o direito universal à saúde, muitas pessoas têm recorrido à Justiça para comprar remédios ainda não liberados pela agência sanitária ou para realizar procedimentos não cobertos pelo plano de saúde. Hoje, a conta dos processos abertos no setor de saúde pública está em 7 bilhões de reais. “Não dá para incorporar ao sistema toda a tecnologia que surge”, diz Lenir Santos, consultora do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

“Mesmo porque dados da Comunidade Europeia mostram que só 20% dos novos medicamentos são de fato inovadores.”
No sistema de saúde do Reino Unido, que serviu de exemplo ao brasileiro, a decisão sobre o que é coberto ocorre no nível local, em uma rede de duas centenas de grupos de autorização espalhados pelo país. Os grupos seguem uma lista de 15 princípios, entre benefícios para a comunidade e prioridades do governo. Mas há uma regra comum: os pacientes têm direito ao que for aprovado pelo Nice, órgão criado em 2000 para avaliar novas tecnologias e assessorar autoridades quanto a custos e benefícios. Lá, também há questionamentos na Justiça. Mas, quando há uma ação, ao contrário do que ocorre no Brasil, os juízes não liberam o uso de remédios e procedimentos, apenas pedem à comissão para reavaliar a decisão.”

Leiam na íntegra:

SALVANDO A SAÚDE

 

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